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Participe da OpenCon 2016!

Photo by Tom Verbruggen (CC-BY)

Participantes da OpenCon 2015, em Bruxelas. Foto de Tom Verbruggen (CC-BY)

Na próxima segunda-feira, dia 6 de junho, abrem as inscrições para a edição 2016 da OpenCon, conferência internacional voltada para estudantes, acadêmicos, bibliotecários e outros profissionais em início de carreira interessados em acesso aberto, educação aberta e dados abertos. O evento, promovido anualmente pela SPARC e pela Right to Research Coalition desde 2014, acontecerá na capital dos Estados Unidos, Washington DC, entre 12 e 14 de novembro de 2016 – veja mais detalhes no anúncio oficial. Tive a honra de participar do Comitê Organizador da OpenCon no ano passado em Bruxelas (escrevi sobre a experiência aqui), e posso garantir que a fama de ser a melhor conferência do mundo não é exagerada. Você pode ler também o relato da Renata Aquino sobre a edição 2014.

Seguindo o modelo dos anos anteriores, a programação da OpenCon 2016 começará com dois dias de palestras, mesas-redondas e oficinas. Muitas dessas oficinas são propostas por membros da comunidade, numa oportunidade para compartilhar experiências e promover discussões mais aprofundadas de temas específicos (no ano passado eu ajudei a liderar 2 oficinas para discutir alternativas ao fator de impacto na avaliação da pesquisa). O terceiro e última dia será o chamado “Advocacy Day”, que consiste em um treinamento em advocacy (ou seja, como se comunicar melhor com políticos e tomadores de decisão), seguido da oportunidade de praticar esses conhecimentos em reuniões com legisladores, representantes de ONGs e cia. Entre os palestrantes das duas primeiras conferências da OpenCon estão Jimmy Wales (cofundador da Wikipedia), Mike Eisen (cofundador da PLOS), e Julia Reda (membro do Parlamento Europeu).

O processo de inscrição para a OpenCon é um pouco diferente do que estamos acostumados. A ideia é reunir pessoas entusiasmadas e engajadas, sem que os custos da viagem sejam um obstáculo. Por isso, para participar da conferência é preciso passar por um processo de seleção, que procura garantir a diversidade dos participantes em termos de carreira, interesses, geografia, gênero etc. A maioria dos participantes selecionados em edições passadas recebeu bolsas de viagem, cobrindo os custos de passagem, hospedagem, e alimentação (café da manhã e almoço). As inscrições para a seleção deste ano abrem em 6 de junho, próxima segunda. Para receber atualizações sobre a conferência, visite www.opencon2016.org/updates.

Desde a edição do ano passado, também é possível participar remotamente da conferência principal, graças à OpenCon Live. Além do livestream, que permite assistir às sessões em tempo real, os organizadores oferecem uma teleconferência que permite que participantes remotos conversem entre si e, ocasionalmente, com alguns palestrantes e participantes da conferença presencial. Os participantes remotos também podem oferecer oficinas e liderar discussões virtuais. Já é possível se inscrever para a OpenCon Live no site www.opencon2016.org/opencon_2016_live (essa inscrição não afeta o processo de seleção para o evento presencial).

A verdade é que a OpenCon é mais que uma conferência, é uma plataforma onde pessoas interessadas na ciência aberta podem aprender, desenvolver habilidades importantes, e encontrar colaboradores para promover ações e mudanças efetivas. A OpenCon é uma comunidade: há uma lista de discussão por email, teleconferências periódicas para a comunidade e para subgrupos (incluindo uma para bibliotecários), palestras transmitidas online. Tudo o que você precisa é compreender inglês, ter acesso a internet, e se interessar por acesso aberto, educação aberta e/ou dados abertos.

Para alcançar ainda mais pessoas, a Right to Research Coalition e a SPARC estimulam a realização de eventos satélite, que podem ser promovidos por qualquer pessoa/organização, em qualquer escala. No ano passado, o encontro nacional do Grupo de Trabalho em Ciência Aberta em São Paulo foi realizado em parceria com a OpenCon. Quem se interessar em promover um satélite pode obter mais informações no site www.opencon2016.org/satellite.

As duas primeiras edições da OpenCon reuniram, juntas, cerca de 300 participantes de mais de 40 países diferentes. Os 41 eventos satélite que aconteceram até agora alcançaram aproximadamente 2.000 pessoas em 25 países, e outras centenas participam das chamadas mensais, webcasts e da lista de discussão. Algumas das iniciativas lideradas por membros da comunidade OpenCon incluem as ferramentas Open Access Button e Dissem.in, o site WhyOpenResearch?, as organizações Open Access Nepal, Open Access Nigeria, Open Access Sudan, Open Access Academy e OOOCanada Research Network, o Open Research Glossary, e pelo menos um artigo científico (construído coletivamente e usando ferramentas da ciência aberta) investigando os impactos sociais, econômicos e acadêmicos da publicação em acesso aberto.

Reforçando: o processo de seleção para a OpenCon 2016 começa nesta segunda, 6 de junho. Para mais informações, visite o site www.opencon2016.org/updates, e/ou siga a OpenCon no Twitter (@Open_Con ou #opencon) e Facebook. Você também pode assistir vídeos das edições anteriores do evento e ter acesso a outros recursos no site www.opencon2016.org/resources.

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Recomeço

Já faz algum tempo que penso em voltar a blogar. Minha última tentativa, o Notas de Peh, foi abandonado aos poucos enquanto eu questionava minha e meus valores. Hoje, mais de quatro anos depois do último post do Notas, sou outra pessoa. Larguei o trabalho que me sufocava e entrei para o mestrado, escolha que me deu um título e muitas alegrias.

O que será deste blog não está ainda totalmente claro para mim. O plano é ter um conteúdo principalmente acadêmico, falar dos meus interesses de pesquisa – mas sei bem que não consigo ficar em uma nota só, e posts mais pessoais vão acabar aparecendo. Bem possível que apareçam também posts em inglês.

A quem quiser me acompanhar neste experimento, fiquem à vontade. Quero que este seja um espaço para diálogo.

Alea jacta est – a sorte está lançada!